domingo, 9 de janeiro de 2011

TFP e Maçonaria

Sérgio de Vasconcellos.

O nada saudoso "Prof." Orlando Fedeli - que a terra lhe seja bem pesada! - costumava apontar supostas ligações entre a TFP e a maçonaria. Sinceramente, nunca levei tais acusações em consideração por provirem de quem provinham... O "Prof." Fé dele... , digo, Fedeli, nunca se recompôs do choque de não ser o sucessor do "Dr."Plínio Correia de Oliveira, tendo se retirado da TFP, após 30  anos, dizendo tudo o que podia contra aquela organização. Assim, por julgar que a acusação do Fedeli era fruto de ressentimento, rancor e inveja, jamais dei crédito a mesma.Todavia, estou começando a suspeitar que o negregado Fedeli talvez estivesse certo.

É fato que a nefanda TFP - organização política  que se apresenta como religiosa, e que se diz tradicionalista, mas, que defende o liberalismo econômico (capitalismo) de forma intransigente -, não perde oportunidade de atacar o Integralismo e seu fundador, Plínio Salgado. Os tfpistas fogem do Integralismo como o diabo da Cruz.

No entanto, recentemente, viu-se o notório maçon, o "Comendador" Antonyo da Cruz, Presidente do Instituto Brasil Imperial - IBI - ser tratado com toda a pompa e circunstância em importante encontro monarquista, no Rio de Janeiro, chegando mesmo a dividir a Mesa de direção dos trabalhos, sentando-se a direita de S.A.I. e R. D. Bertrand de Orléans e Bragança! Não é curioso que o Ilustre Príncipe, que nutre profunda ojeriza pelos Integralistas, se sinta tão a vontade na companhia de um maçon?!

Não é de hoje que o movimento monárquico está infiltrado e minado pela maçonaria, mas, não atinávamos até que ponto chegava tal influência.

Aos que desejarem comprovar a vizinhança amistosa, visitem o "link" da Foto da Mesa.

Lamentável!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Confissões de um Antigo Maçon*

Dr. Maurice Caillet

Maurice Caillet, venerável de uma loja maçônica, revela segredos em «Eu fui maçom»

MADRI, quinta-feira, 6 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- Maurice Caillet, venerável de uma loja maçônica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria em um livro recém-publicado por «Libroslibres», com o título «Yo fui mazón» («Eu fui maçom»).
Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros «irmãos» maçons.
O volume revela também a decisiva influência da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto na França, da qual ele, como médico, participou ativamente.
Caillet, nascido em Bordeaux (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de obterem de amparo legal em seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública.
– Quando você entrou oficialmente na Maçonaria?
– Maurice Caillet: No início de 1970 me convocaram para uma possível iniciação. Eu ignorava praticamente tudo acerca do que me esperava. Tinha 36 anos, era um homem livre e nunca me havia afiliado a sindicato nem partido político algum. Assim, pois, uma tarde, em uma discreta rua da cidade de Rennes, chamei à porta do templo, cuja frente estava adornada por uma esfinge de asas e um triângulo que rodeava um olho. Fui recebido por um homem que me disse: «Senhor, solicitou ser admitido entre nós. Sua decisão é definitiva? Você está disposto a submeter-se às provas? Se a resposta for positiva, siga-me». Fiz um gesto de acordo com a cabeça. Colocou-me então uma venda preta sobre os olhos, segurou-me pelo braço e me fez percorrer uma série de passarelas. Comecei a sentir certa inquietude, mas antes de poder formulá-la, ouvi como se fechava a porta detrás de nós...
– Em seu livro «Yo fui mazón», você explica que a maçonaria foi determinante na introdução do aborto livre na França em 1974. 
– Maurice Caillet: A eleição de Valéry Giscard d'Estaing como presidente da República francesa em 1974 levou Jacques Chirac a ser eleito primeiro-ministro, tendo este como conselheiro pessoal Jean-Pierre Prouteau, Grão-Mestre do Grande Oriente da França, principal ramo maçom francês, de tendência laicista. No Ministério de Saúde colocou Simone Veil, jurista, antiga deportada de Auschwitz, que tinha como conselheiro o Dr. Pierre Simon, Grão-Mestre da Grande Loja da França, com o qual eu mantinha correspondência. Os políticos estavam bem rodeados pelos que chamávamos de nossos «Irmãos Três Pontos», e o projeto de lei sobre o aborto se elaborou com rapidez. Adotada pelo Conselho de Ministros no mês de novembro, a lei Veil foi votada em dezembro. Os deputados e senadores maçons de direitas e esquerdas votaram como um só homem!
– Você comenta que entre os maçons há obrigatoriedade de ajudar-se entre si. Ainda é assim?
– Maurice Caillet: Os «favores» são comuns na França. Certas lojas procuram ser virtuosas, mas o segredo que reina nestes círculos favorece a corrupção. Na Fraternal dos Altos Funcionários, por exemplo, negociam certas promoções, e na Fraternal de Construções e Obras Públicas distribuem os contratos, com conseqüências financeiras consideráveis.
– Você se beneficiou destes favores? 
– Maurice Caillet: Sim. O Tribunal de Apelação presidido por um «irmão» se pronunciou sobre meu divórcio ordenando custos compartilhados, ao invés de dirigir todos a mim, e reduziu a pensão alimentícia à ajuda que devia prestar a meus filhos. Algum tempo depois, após ter um conflito com meus três sócios da clínica, outro «irmão maçom», Jean, diretor da Caixa do Seguro Social, ao ficar sabendo deste conflito, me propôs assumir a direção do Centro de Exames de Saúde de Rennes.
– O abandono da maçonaria afetou sua carreira profissional?
– Maurice Caillet: Desde então não encontrei trabalho em nenhuma administração pública ou semi-pública, apesar de meu rico currículo.
– Em algum momento você recebeu ameaças de morte? 
– Maurice Caillet: Após ser despedido de meu cargo na administração e começar a lutar contra esta decisão arbitrária, recebi a visita de um «irmão» da Grande Loja da França, catedrático e secretário regional da Força Operária, que me disse com a maior frieza que se eu recorresse à magistratura trabalhista eu «colocaria em perigo minha vida» e ele não poderia fazer nada para proteger-me. Nunca imaginei que poderia estar ameaçado de morte por conhecidos e honoráveis maçons de nossa cidade.
– Você era membro do Partido Socialista e conhecia muitos de seus «irmãos» que se dedicavam à política. Poderia me dizer quantos maçons houve no governo de Mitterrand?
– Maurice Caillet. Doze.
– E no atual, de Sarkozy? 
– Maurice Caillet: Dois.
– Para um ignorante como eu, poderia dizer quais são os princípios da maçonaria?
– Maurice Caillet: A maçonaria, em todas as suas obediências, propõe uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade, ainda afirmando que esta é inacessível. Rejeita todo dogma e sustenta o relativismo, que coloca todas as religiões em um mesmo nível, enquanto desde 1723, nas Constituições de Anderson, ela erige a si mesma a um nível superior, como «centro de união». Daí se deduz um relativismo moral: nenhuma norma moral tem em si mesma uma origem divina e, em conseqüência, definitiva, intangível. Sua moral evolui em função do consenso das sociedades.
– E como Deus se encaixa na maçonaria?
– Maurice Caillet: Para um maçom, o próprio conceito de Deus é especial, e isso se menciona, como nas obediências chamadas espiritualistas. No melhor dos casos, é o Grande Arquiteto do Universo, um Deus abstrato, mas somente uma espécie de «Criador-mestre relojoeiro», como o chama o pastor Désaguliers, um dos fundadores da maçonaria especulativa. A este Grande Arquiteto se reza, se me permite a expressão, para que não intervenha nos assuntos dos homens, e nem sequer é citado nas Constituições de Anderson.
– E o conceito de salvação? 
– Maurice Caillet: Como tal, não existe na maçonaria, salvo no plano terreno: é o elitismo das sucessivas iniciações, ainda que estas possam considerar-se pertencentes ao âmbito do animismo, segundo René Guenon, grande iniciado, e Mircea Eliade, grande especialista em religiões. É também a busca de um bem que não se especifica em nenhuma parte, já que a moral evolui na sinceridade, a qual, como todos sabemos, não é sinônimo de verdade.
– Qual é a relação da maçonaria com as religiões? 
– Maurice Caillet: É muito ambígua. Em princípio, os maçons proclamam com firmeza uma tolerância especial para com todas as crenças e ideologias, com um gosto muito marcado pelo sincretismo, ou seja, uma coordenação pouco coerente das diferentes doutrinas espirituais: é a eterna gnose, subversão da fé verdadeira. Por outra parte, a vida das lojas, que foi minha durante 15 anos, revela uma animosidade particular contra a autoridade papal e contra os dogmas da Igreja Católica.
– Como começou seu descobrimento de Cristo? 
– Maurice Caillet: Eu era racionalista, maçom e ateu. Tampouco estava batizado, mas minha mulher Claude estava doente e decidimos ir a Lourdes. Enquanto ela estava nas piscinas, o frio me obrigava a refugiar-me na Cripta, onde assisti, com interesse, à primeira missa de minha vida. Quando o padre, ao ler o Evangelho, disse: "Pedi e vos será dado: buscai e achareis; chamai e se vos abrirá", aconteceu um choque tremendo em mim porque esta frase eu ouvi no dia de minha iniciação no grau de Aprendiz e a costumava repetir quando, já Venerável, iniciava os profanos. No silêncio posterior – pois não havia homilia – ouvi claramente uma voz que me dizia: "Pedes a cura de Claude. Mas o que ofereces?". Instantaneamente, e seguro de ter sido interpelado pelo próprio Deus, só tinha a mim mesmo para oferecer. No final da missa, fui à sacristia e pedi imediatamente o batismo ao padre. Este, estupefato quando lhe confessei minha pertença maçônica e minhas práticas ocultistas, me disse que fosse ver o arcebispo de Rennes. Esse foi o início de meu itinerário espiritual.

Transcrito de Católicos do Brasil  (Acessado em 31 de Agosto de 2010).

 * Esta entrevista é uma das mais conhecidas no Mundo Virtual, o que dispensaria a sua reedição aqui. Todavia, no momento em que todos os Brasileiros Conscientes estão lutando contra o Aborto, é preciso que todos saibam quem verdadeiramente está por trás desta monstruosa campanha a favor do aborto: A Maçonaria! E é esta a razão pela qual estou publicando a estarrecedora entrevista.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Encontro Maçônico... em Camp David

Na ilustração, uma apoteose à maçonaria! Mas, curiosamente, dos três homenageados (Begin, Carter e Sadat), dois já foram ASSASSINADOS.
Fonte: Revista Agora. Número Especial. Volta Redonda, 1981. A ilustração encontra-se na última capa da Revista.

B'nai B'rith?

Gombin é uma cidade judaica da Polônia que foi dizimada pelos n.-socialistas. Todavia, na foto, de 1935(!) vemos um grupo de "sobreviventes" reunido em Chicago, Estados Unidos. Interessante é que a foto do grupo é encimada pelo tradicional Símbolo maçônico do esquadro e compasso com a letra "G" no centro.
Fonte: SHULMAN, A. (Secretary-Editor). Gomblin. The Life and Desruction of a Jewish Town in Poland. New York: Gombiner Society, 1969. A foto é da página 123.

domingo, 18 de julho de 2010

Origens da Maçonaria

Léon de Poncins*

São vagas e multiplas, se nos basearmos nas versões contradictorias fornecidas pelos maçons. Parece indiscutivel que a associação data de época remota. Na Inglaterra, provem das confrarias dos pedreiros constructores da Idade Média.

Historicamente, póde-se affirmar que, sob a fórma actual, a Maçonaria existe desde 1717. Nessa época, diversas lojas inglezas reuniram-se em Londres e fundaram a Grande Loja da Inglaterra, a mais antiga de todas as lojas do universo. James Anderson foi encarregado de reunir, corrigir e redigir, sob uma fórma definitiva, os estatutos maçonicos. O seu trabalho appareceu em 1723 e serviu de base a todas as constituições maçonica actuaes. 1

(¹) Informações minuciosas nas obras seguintes: W. J. Hughan - Constitutions of the Free-Masons of the premier grd. Lodge of England. Londres 1889. W. Begemann - Vorgeschichte und Anfange der Freimaurerei in England. Berlin 1909.

PONCINS, Léon. As Forças Secretas da Revolução. Maçonaria - Judaismo. [1. ed.]. Porto Algre: Livraria do Globo, 1931. Transcrtito da página 22. Foi conservada a grafia do original.

* O Conde Léon de Poncins(1897-1976) foi um combativo e controvertido intelectal francês do Século XX. Publicou diversas Obras, entre as quais: La Franc-Maçonneríe puissance Occulte, Société des Nations Super-État Maçonnique, Tempête sur Le Monde e muitas outras.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Templários e Maçonaria

Gustavo Barroso*

(...).

Para se ter uma compreensão nítida do que foi a Revolução Francêsa, que abre o periodo que denominamos Imperio do Capricornio, isto é, simbolicamente, Imperio da Confusão, dos Instintos, da Animalidade, precisamos recuar no tempo até a Ordem dos Templarios. O espirito religioso e social da Idade-Média, informada pelo Feudalismo e pela Igreja, floresceu admiravelmente na instituição da Cavalaria. Os cavaleiros cristãos que combatiam pela Cruz, que perseguiam os máus, que endireitavam os tôrtos, que vingavam os agravíos, que venciam os bruxêdos, que domavam os monstros e que aspiravam um lugar á Tavola Redonda ou ajoelhar-se aos pés do Santo Graal, formavam como que uma Ordem religiosa Universal. Daí, com o tempo, o aparecimento no seu seio das Ordens Monásticas Militares, entre as quais a dos Templarios, defensores do Templo, chegou ao fastigio da riqueza e da influencia politico-social. Por é no ámago dessa Ordem, expressão exponencial da Cristandade, que o nemrodismo secreto vai, propositalmente, depôr suas larvas de infamia. E disso decorreria, através dos séculos, um encadeamento de causas e efeitos que levaria a sociedade ocidental ao apcoalipse revolucionario.

Se não, vejamos:

No começo do seculo XIV, a Ordem dos Templarios, fundada em 1118 por Hugo de Payens, possuia dez mil senhoríos e ilimitado poder. A disciplina de seus membros perante as autoridades civis e religiosas era uma simples afetação. Êles visavam o dominio do mundo, impulsionados da sombra por espiritos reveis á autoridade do Trono e do Altar. Uma velha tradição os dá como cristãos-joanitas, isto é, descendentes diretos de pretensos fieis de S. João e não de S. Pedro e S. Paulo. No recesso de seus castelos roqueiros, praticavam a goetia, a magia negra(3). O maniqueismo oriental os invadira, quando a Ordem estivera na Palestina, em contáto com os judeus cabalistas e os sectarios do Velho da Montanha. Sobre êsse facto não resta a menor dúvida histórica(4). O dualismo de Manés é, pelo seu antagonismo primordial, a completa negação do Princípio de Unidade, portanto de qualquer sintese religiosa e social.

A lenda do Bóde Preto, que o povo julga existir nas lojas da Maçonaria atual, provem do culto prestado pelos Templario a um idolo de cabeça de bóde, deante do qual o cavaleiro professo prestava seu juramento de obediencia, renegando a Nosso Senhor Jesus Cristo(5). Intitulava-se Bafomet. Êsse Capricornio da Dissolução e da Anarquia, enfeitado mais tarde com o manto ensanguentado dos Imortais Principios, levou a humanidade ao abismo da Grande Guerra e continúa a receber oblatas de seus adoradores(6).

Antes que a Maçonaria Templaria pudesse dar na Europa o grande golpe politico que premeditava, sobre ela pesou a mão de ferro dum dos maiores soberanos do Ocidente, o rei Felipe o Belo de França. De surpresa, comendadores, bailíos e cavalaieors fôram presos por todo o reino, na noite de 12 para 13 de novembro de 1307. Instruidos pelo monarca francês, os reis da Sicilia, de Castela, de Aragão, da Inglaterra, de Chipre, os principes flamengos e italianos fizeram o mêsmo. A conspiração da ordem social destruiu assim a conspiração da desordem. O concilio de 1311 proclamou a abolição da grande Ordem. Até essa data arrastou-se o minucioso processo iniciado com as prisões e devassas havia quatro anos. Nada foi feito de afogadilho. Houve muito tempo para colher provas, receber defesas, fazer agir empenhos e aclamar paixões. Todavia só em maio de 1311 foi queimado vivo o primeiro condenado para escarmento e intimação dos cavaleiros presos, que recalcitravam em confessar os crimes que lhes eram imputados. Seguiram-se, depois, outras execuções. O Grão Mestre, Jaques Molay, somente foi levado á fogueira a 18 de março de 1313, data do calendario anterior a Carlos IX. Suas cinzas - diz uma tradição - fôram recolhidas pelo cavaleiro Aumont e sete companheiros, todos disfarçados em pedreiros (maçons), nascendo daí a Maçonaria... Desta maneira, "imensa sociedade secreta se constituiu sobre as ruinas do Templo"(7).

(...).

(3) "Levitikon ou Exposé des Principes Fondamentaux des Chrétiens Catholiques Primitifs" - Clavel - "Histoire Pittoresque de la Franc-Maçonnerie" - "Manuel des Chevaliers du Temple" - Th. de Cauzons - "Histoire de la Magie et de la Soorcellerie en France".
(4) Mignard - "Preuves du Manicheïsme dans l'Ordre du temple".
(5) O bóde-preto, o Bafomet, era beijado in virga virilis ey in fine spinae dorsalis. _ Henri Martin - "Histoire de France" - Jules Gavirot "Histoire de la Magie en France".
(6) Henri-Robert-Petir - "La dictadure des loges". - Paraf - "Israel-1931".
(7) Stanislas de Guaita - "Le Serpent de la Génèse".

BARROSO, Gustavo. Quarto Imperio. Rio de Janeiro: José Olympio, 1935. Transcrito das páginas 99, 100, 101 e 102. Foi conservada a grafia do original. O título da Postagem é de nossa Autoria, mas, inspirado no Texto.

* Gustavo Barroso (1888-1959), dispensa apresentações. Apenas assinalamos que foi, no Brasil, o mais preparado opositor da maçonaria. Aqui no Blog já publicamos o seu A Maçonaria.

Maçonaria Bastarda

Stanislas de Guaita*

(...)

Todavia, sem nenhum medo de semear o temor ou o estupor; desdenhando, quando lhes era possível, sem perigo, todo este luxo de encenação, os verdadeiros iniciados reuniam-se, também, e a grande Ísis sentava-se em seu meio. Fundaram-se associações herméticas que deviam a rubricas forjadas o privilégio de uma segurança relativa. Citaremos, a título de memória, a ordem dos Templários (ninguém lhe ignora a origem e o fim trágico)¹; as confrarias da Rosa-Cruz e dos Filósofos Desconhecidos, sobre as quais a história, por outro lado, mal se pronuncia e, finalmente, a Franco-Maçonaria oculta, prolongamento mais ou menos direto da Ordem do Templo, iniciada, segundo consta, por Jacques de Molay, antes de sua condenação à fogueira. Mas, a moderna franco-maçonaria - sonho de algum Ashmole em delírio, cepo bastardo e mal enxertado no antigo tronco - não possui mais a consciência dos menos significatvos de seus mistérios. Os velhos símbolos que ela reverencia e que transmite em uma piedosa rotina tornaram-se-lhe simplesmente letra morta: uma língua cujo alfabeto perdeu. Seus afilhados, destarte, nem mais suspeitam de onde vêm e para onde vão².

(...)

¹ Ver GUAITA, S. O Templo de Satã. São Paulo, Editora Três, 1973, Biblioteca Planeta, Vol. I págs. 188 e segs.
² Os maçons começam a compreender o ridículo de suas vãs iniciações. Alguns querem suprimir o simbolismo; outros, mais esclarecidos, procuram sua elucidação racional. Um grupo de pesquisas iniciáticas foi recentemente formado sob a inspiração de um maçon pertencente à verdadeira Rosa-Cruz, Oswald Wirth, tendo como objetivo reencontrar a palavra perdida dos antigos mistérios.

GUAITA, Stanislas. No Umbral do Mistério. Porto Alegre: Grafosul, 1979. Transcrito da página 35. Foi conservada a grafia do original. O título da Postagem é nosso, porém, inspirado no Texto.

* O Marquês Stanislas de Guaita(1861-1897), não obstante ter falecido jovem, foi uma das figuras exponencias do Ocultismo francês do Século XIX. Sua Obra mais famosa é "O Templo de Satan".